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UM ÍNDICE MOVIDO A ESCÂNDALOS

 

ENTREVISTA

 

 

ÉPOCA: A organização Transparência Internacional divulgou seu ranking da corrupção mundial, no qual o Brasil aparece em 45o lugar. Está na metade do caminho entre o país mais honesto, a Dinamarca (1o lugar), e o mais corrupto, Camarões (99o lugar). Como é feita essa pesquisa?

David Fleischer: A pesquisa considera os casos de corrupção divulgados em anos anteriores. A situação do Brasil deve piorar no ranking do ano 2000, quando forem computados os escândalos apurados na Câmara de Vereadores de São Paulo e nas CPIs do Judiciário e do Narcotráfico.

ÉPOCA: O fato de a corrupção estar sendo combatida não devia favorecer o país?

Fleischer: Sim. Acontece que isso também faz aumentar a percepção de que a corrupção existe. E é isso o que o índice mede. O índice depende de como os empresários e a sociedade avaliam a situação.

ÉPOCA: O índice de corrupção não corre o risco de ser distorcido nos anos eleitorais, quando surgem mais denúncias?

Fleischer: É verdade. Mas fisiologismo em ano eleitoral acontece em todos os países do mundo. Não é privilégio do Brasil.

ÉPOCA: O que pode ser feito para o Brasil melhorar sua posição?

Fleischer: Há várias medidas institucionais. A reforma tributária é uma delas, pois evitará o suborno de funcionários da Receita. As secretarias de controle interno dos ministérios deveriam ter autonomia. Hoje, se o ministro não gosta da investigação, o funcionário se cala ou é demitido. Assim não dá.

ÉPOCA: E a sociedade, como pode participar desse processo?

Fleischer: As pessoas ficam desanimadas quando começam a deparar com juizes, promotores, delegados e policiais corruptos. Mas, se o cidadão se indignar e se organizar, os políticos ficam assustados e se mexem. Ninguém deve pensar que a corrupção é parte da nossa cultura, da herança portuguesa. Não é por aí. É preciso reagir.


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1. Efetivos- em número mínimo de 12 e máximo de 30 pessoas físicas;

2. Honorários- pessoas físicas ou jurídicas que tenham prestado relevantes serviços ao desenvolvimento cultural e científico ao país ou da associação;

3. Pesquisadores- pessoas físicas que forem especialistas ou estudantes interessados em realizar pesquisas na área de atuação da associação;

4. Contribuintes- pessoas físicas ou jurídicas que desejem contribuir financeiramente na forma estatutária para a realização dos objetivos da associação.

Os sócios assinarão, para serem admitidos, termo de compromissos no qual se obrigarão a não se valerem do fato de serem sócios desta entidade para promoção política.

David Fleischer, Diretor Presidente
Transparência, Consciência & Cidadania - Brasil


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Última atualização: 1-02-2000

 

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